Lenda do Acervo
Inezita Barroso
A História
Inezita Barroso, nome artístico de Ignez Magdalena Aranha de Lima (São Paulo, 4 de março de 1925 – São Paulo, 8 de março de 2015), foi uma das maiores defensoras da cultura caipira e uma das figuras mais importantes da música brasileira. Cantora, violeira, atriz, pesquisadora do folclore, professora e apresentadora, dedicou sua vida a preservar as tradições do interior do Brasil e a levar a música de raiz para milhões de pessoas.
Nascida em uma família de boas condições financeiras, com origens espanholas e indígenas, Inezita desde pequena teve contato com a música. Aos sete anos já cantava e tocava violão e viola, instrumentos que aprendeu com Mary Buarque. Desde cedo demonstrava uma ligação profunda com as manifestações populares brasileiras, especialmente com a cultura caipira.
Além da música, teve uma formação acadêmica admirável. Estudou na tradicional Escola Caetano de Campos e fez parte da primeira turma do curso de Biblioteconomia da Universidade de São Paulo, formando-se em 1947. Seu conhecimento sobre cultura popular fez dela não apenas uma artista, mas também uma grande pesquisadora das raízes brasileiras.
Sua carreira profissional começou a ganhar destaque em 1950, quando passou a atuar na Rádio Bandeirantes. No mesmo ano, gravou aquele que se tornaria um dos maiores símbolos de sua trajetória: “Moda da Pinga”, de Ochelsis Laureano e Raul Torres. A canção se transformou em um verdadeiro hino da música caipira e ficou eternizada em sua voz.
Durante a década de 1950, Inezita também teve uma importante carreira como atriz, participando de filmes como “Ângela”, “O Craque”, “Destino em Apuros” e “Carnaval em Lá Maior”. Seu talento foi reconhecido com o prêmio Saci de melhor atriz por sua atuação no filme “Mulher de Verdade”, em 1953.
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, gravou mais de 80 discos entre 78 rotações, LPs e CDs. Seu repertório ia muito além da música caipira: interpretou samba, choro, folclore e obras de diversos compositores brasileiros. Porém, foi como grande guardiã da viola e da cultura do interior que conquistou o carinho do público.
Seu maior legado está ligado ao programa Viola, Minha Viola, da TV Cultura, que apresentou durante 35 anos, de 1980 até sua morte. O programa se tornou uma referência nacional para a música sertaneja raiz, reunindo violeiros, duplas caipiras e artistas que mantinham viva a tradição do campo.
Inezita também foi professora de folclore e recebeu reconhecimento acadêmico, incluindo o título de doutora honoris causa em Folclore Brasileiro. Em 2003 recebeu a medalha Ordem do Ipiranga, do Governo do Estado de São Paulo, sendo reconhecida como uma das grandes representantes da cultura nacional.
Em 2014, pouco antes de sua morte, foi eleita para a Academia Paulista de Letras, ocupando uma cadeira que pertencia à folclorista Ruth Guimarães. Era mais uma prova do tamanho de sua contribuição para a história brasileira.
Inezita Barroso faleceu em 8 de março de 2015, aos 90 anos, após ser internada por problemas respiratórios. Sua partida deixou uma enorme saudade, mas seu legado permanece vivo em cada viola, cada moda de raiz e cada artista que continua cantando a alma do interior brasileiro.
Mais do que uma cantora, Inezita foi uma guardiã da cultura caipira. Ela mostrou ao Brasil que a música do sertão, feita com viola, poesia e verdade, merece ser respeitada e preservada para todas as gerações.
Nascida em uma família de boas condições financeiras, com origens espanholas e indígenas, Inezita desde pequena teve contato com a música. Aos sete anos já cantava e tocava violão e viola, instrumentos que aprendeu com Mary Buarque. Desde cedo demonstrava uma ligação profunda com as manifestações populares brasileiras, especialmente com a cultura caipira.
Além da música, teve uma formação acadêmica admirável. Estudou na tradicional Escola Caetano de Campos e fez parte da primeira turma do curso de Biblioteconomia da Universidade de São Paulo, formando-se em 1947. Seu conhecimento sobre cultura popular fez dela não apenas uma artista, mas também uma grande pesquisadora das raízes brasileiras.
Sua carreira profissional começou a ganhar destaque em 1950, quando passou a atuar na Rádio Bandeirantes. No mesmo ano, gravou aquele que se tornaria um dos maiores símbolos de sua trajetória: “Moda da Pinga”, de Ochelsis Laureano e Raul Torres. A canção se transformou em um verdadeiro hino da música caipira e ficou eternizada em sua voz.
Durante a década de 1950, Inezita também teve uma importante carreira como atriz, participando de filmes como “Ângela”, “O Craque”, “Destino em Apuros” e “Carnaval em Lá Maior”. Seu talento foi reconhecido com o prêmio Saci de melhor atriz por sua atuação no filme “Mulher de Verdade”, em 1953.
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, gravou mais de 80 discos entre 78 rotações, LPs e CDs. Seu repertório ia muito além da música caipira: interpretou samba, choro, folclore e obras de diversos compositores brasileiros. Porém, foi como grande guardiã da viola e da cultura do interior que conquistou o carinho do público.
Seu maior legado está ligado ao programa Viola, Minha Viola, da TV Cultura, que apresentou durante 35 anos, de 1980 até sua morte. O programa se tornou uma referência nacional para a música sertaneja raiz, reunindo violeiros, duplas caipiras e artistas que mantinham viva a tradição do campo.
Inezita também foi professora de folclore e recebeu reconhecimento acadêmico, incluindo o título de doutora honoris causa em Folclore Brasileiro. Em 2003 recebeu a medalha Ordem do Ipiranga, do Governo do Estado de São Paulo, sendo reconhecida como uma das grandes representantes da cultura nacional.
Em 2014, pouco antes de sua morte, foi eleita para a Academia Paulista de Letras, ocupando uma cadeira que pertencia à folclorista Ruth Guimarães. Era mais uma prova do tamanho de sua contribuição para a história brasileira.
Inezita Barroso faleceu em 8 de março de 2015, aos 90 anos, após ser internada por problemas respiratórios. Sua partida deixou uma enorme saudade, mas seu legado permanece vivo em cada viola, cada moda de raiz e cada artista que continua cantando a alma do interior brasileiro.
Mais do que uma cantora, Inezita foi uma guardiã da cultura caipira. Ela mostrou ao Brasil que a música do sertão, feita com viola, poesia e verdade, merece ser respeitada e preservada para todas as gerações.